
Quando a (revista) Rolling Stone teve acesso ao estúdio para conduzir uma entrevista cara a cara com ele apenas algumas semanas depois, eles acharam um Axl que “parecia um pouco mais velho e mais encorpado do que o esbelto deus do rock dos dias de ‘Sweet Child O’ Mine’ vestido em roupas da Abercrombie & Fitch” com seu cabelo ruivo intacto e cortado à la Príncipe Valente.
Eles também descobriram um Axl menos galudo do que seus amigos mais chegados e empregados estavam acostumados a ver. Ao falar da nova banda que ele havia montado, ele admitiu que originalmente “isso não era o Guns N’ Roses, mas agora é.”
Quando, entretanto, ele foi perguntado se tinha considerado continuar com uma carreira solo, ele rebateu: “Eu pensei em largar tudo, mas não me pareceu certo. Eu não sou do tipo que escolhe acabar com algo e fugir.”
Ao ouvir algumas das novas músicas – que a revista descreveu como ‘Physical Graffiti’ do Led Zeppelin remixado por Beck e Trent Reznor – incluindo a primeira execução de ‘Catcher in the Rye’, ‘IRS’, ‘The Blues’, ‘TWAT’ (abreviação de ‘There Was a Time’) e a faixa mais ‘grunge’ do disco, e a que mais chamava a atenção, ainda que estivesse apenas em sua forma instrumental, algo chamado ‘Oklahoma’, a qual Axl disse ser inspirada em suas audiências no fórum com Erin. “Eu estava sentado em meu litígio com minha ex-esposa, e foi um dia depois do atentado terrorista em Oklahoma”, lembra Axl. “É muito irônico que estejamos sentados aqui e essa pessoa está cuspindo tudo quanto é coisa e 168 pessoas acabaram de ser assassinadas. E essa pessoa com a qual estou sentado aqui não se importa. Me fuder é a meta deles.”
Ele também falou publicamente pela primeira vez sobre seu desejo de que o filho de Stephanie Seymour, Dylan, ouvisse o novo disco um dia. “Eu espero que ele o ouça quando crescer, se ele eventualmente quiser conhecer a história, ouvir a verdade,” ele sussurrou.
Quanto à sua reputação de recluso, ele se esquivou da pergunta. Ele simplesmente “não achava que fosse interessante pra ele ficar rodando por aí.” Ele estava “construindo algo lentamente”, ele disse, em casa e no estúdio. “Se você está trabalhando com questões que te deprimiram pra cacete, como você expressa isso? Na época, você fica meio tipo, ‘a vida é uma merda’. Daí depois você se controla e você expressa ‘A Vida è Uma Merda’, mas de um modo bonito.”
O quão lindo – ou não – isso era ainda demoraria anos até que o resto do mundo fosse permitido a descobrir, contudo.
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