sábado, 3 de dezembro de 2011

Essa é Pra Quem Gosta De Filme , Ama o Slash , e é Fã Do johnny depp


Slash gravou solos de guitarra para a trilha sonora do filme de Ralph Steadman, o filme que deverá ser lençado em 2012 e tem o nome de 'For No Reason Good' que conta com as participações de Johnny Depp, Gilliam Terry, Richard E Grant, Tim Robbins, Bruce Robinson, Jann Wenner e Hal Wilner.

A música foi escrita por: Slash, All American Rejects, Ed Harcourt, Golding Lynval, Jason Mraz e Prettyman Tristan. Você pode conferir um trailer Abaixo:





                                                                                                     
Fonte : Axl rose - Fã Clube



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

“sobe na porra do palco ou você vai morrer!” Axl rose



O texto abaixo é um trecho de uma entrevista do jornalista estadunidense Dave Herrera com o promotor de shows BARRY FEY, que vem atuando no segmento desde os anos 70 e acaba de publicar um livro, ‘Backstage Past’ (ainda sem título em português). A entrevista completa pode ser lida clicando no link a seguir.
http://blogs.westword.com/backbeat/2011/11/interview_barry_fey.php
(…) E qual seria sua história favorita?
Eu acho que a minha história favorita… ah, meu Deus, essa é difícil. Dave, isso é muito difícil – e eu não estou me fazendo de gostoso – mas a com a qual eu mais me divirto é uma que eu desminto.
Qual é essa?
A história do Axl Rose, tal como foi contada por Lars Ulrich. Você já ouviu essa, certo? Essa história, creio eu, é a mais famosa delas. Nós trouxemos o Guns e o Metallica pra tocar no Mile High. Havia 48-49 mil pessoas lá. Era uma grande turnê, e eles alternavam o fechamento. Numa noite, uma banda fechava, e na seguinte a outra (Nota do tradutor: na verdade o GN’R sempre fechou as noites dessa turnê conjunta).
Imagem
Nessa noite, o Metallica abriu… e a história completa está no livro, mas eu vou lhe contar… o Metallica abriu, e eu saí – foi um baita show – eu fui até os bastidores para a primeira música do Guns. Eu fui, eles tocaram ‘Welcome to the Jungle’. Eu estou indo embora – eu vou te falar dum jeito, e você edita do jeito que quiser; eu só tô (sic) dizendo como aconteceu – eu tô saindo dos bastidores, e esse cara vem correndo no meu rumo e diz, “Barry, Axl acabou de ir embora.”Eu disse, “Que porra você tá falando, ‘Axl foi embora’?” Então eu corri pra coxia, e descobri que ele tinha saído do palco, entrado na limusine e saído do lugar. Então eu disse pro... eu fui até o – o nome dele era Big John; ele era o dono da empresa de limusines – e eu disse, ‘Você não trabalha pra ele; você trabalha pra mim’. Eu disse, ‘Se você quiser ver um centavo que seja de novo dessa empresa, você traz esse carro de volta.’ E ele disse, “O quê?” Eu disse, “Sim. A única maneira dele sair desse carro é se ele pular. E se ele pular, você deixa ele no meio da rua. Mas traga o carro de volta.”
Daí ele pega esse telefone. As pessoas estão começando a ficar putas nessa hora. O Guns está lá em cima fazendo uma jam, ok? Eles tocaram “Welcome to the Jungle” e daí não fizeram mais nada; eles só estavam tocando e as pessoas estavam ficando nervosas. Na verdade, eu descobri que elas estavam levando suas camisetas do Guns N’ Roses até a barraca de merchandise e jogando-as de volta e dizendo, ‘Me dá uma camiseta do Metallica.’
Daí eu fui até o camarim do Guns e do Metallica. Daí o Guns manda um emissário – e disso eu falo com certeza porque eu estava a um metro de distância dele – e ele diz a Lars, “Vocês poderiam voltar pro palco e tocar conosco, porque a platéia está prestes a explodir?” E daí Lars responde, exatamente como eu tô te dizendo, “Vocês trouxas não têm dinheiro suficiente em todas suas contas bancárias pra me fazer voltar praquele palco.”
Nessa altura, eu saí do camarim, fui pro estacionamento e tirei meu (revolver).357 do porta-luvas e coloquei no meu bolso de trás das calças. Daí eu fui lá, e eu não sei o que vou fazer, porque, você sabe, ele tinha causado um motim em Montreal, eu acho, quando foi embora e não voltou mais. Bem, alguns minutos depois, o carro volta e Axl sai e conversa com o empresário dele – o nome dele era Doug Goldenstein; ele era um ex-segurança dos bons, ele chegou a comandar a segurança deles, e ele acabou virando empresário da banda. Mas como ser empresário de drogaditos maníaco-depressivos? Essa é pesada. Eu não sei como você faz isso.
Então ele (Axl) sai e conversa com o empresário dele e sobe direto pro palco e recomeça o show. Daí eu coloquei três dos meus, chame eles do que você quiser, seguranças, leões-de-chácara, jagunços – os mais cascas-grossas que eu tenho – no topo das escadas e três policiais de Denver na outra ponta. Minhas instruções são: “O único jeito de ele sair, se ele sair de novo, é por ali,” e eu aponto pra plateia. Doug Goldenstein diz, “Barry, você não pode fazer isso. Axl vai ficar muito puto.” Eu disse, “Eu tô pouco me fudendo pra ele e eu não me importo com você tampouco. Eu me importo com eles,” e eu apontei pro povo.
Então, basicamente, foi isso que aconteceu. Mas Lars tende a contar uma história diferente, e Lars tem muito mais credibilidade nesse ramo do que eu. Ele jura que eu apontei uma arma para a têmpora de Axl e disse, “Sobe na porra do palco ou você vai morrer.” A .357 nunca saiu do meu bolso. Mas toda vez que ele me vê até hoje, ele diz, “Barry, você está armado hoje?” Então essa foi a história.
Claro, também foi a despedida de solteiro de Slash naquela noite. Foi no centro da cidade no (hotel) Embassy Suites, que não existe mais. Eles estavam dando tickets – um azul se você quisesse um boquete, um amarelo se você quisesse meter, e um vermelho de você quisesse as duas coisas. Foi uma noite louca. E depois, eu fui descobrir, a razão pela qual Axl saiu do palco era porque tinha brigado com Slash. Mas você sabe, eu não tava nem aí. Eu simplesmente… eu não ia deixar sair dessa numa boa.
E Lars me diz, “Não me diga que você não teria dado um tiro nele.” Eu disse, “Ah, se ele não voltasse, ele ia tomar um tiro.” Mas isso não teve que acontecer. Então é uma bela história, mas é verdade. É assim que rola. Se você desligar o fone agora e ligar pro Lars, ele vai te contar a história, “Sim, Barry meteu um cano na cabeça do cara.” Não aconteceu. (…)

Fonte : Whinplash

Nova Entrevista de Richard Fortus!


Richard Fortus concedeu a pouco tempo, uma entrevista com o site City Beat.

Confira abaixo alguns trechos da entrevista: 

CityBeat: Você tem tocado em várias bandas. Você tocou com Rihanna. Você tem tocado com o Thin Lizzy. Qual é a maior diferença em tocar com Guns N' Roses e fazer você mudar seu estilo em todas as músicas da banda?
Richard Fortus : Não. É tudo música. Eu sempre tive essa insaciável sede de música. Eu amo tocar todos os estilos. É tudo é um desafio diferente para mim, mas é tudo enraizado no mesmo lugar. É tudo de mim. Eu realmente não vou mudar o meu estilo tanto assim.

CB : Vocês cancelaram um show recentemente. Existe uma história por trás disso?
RF : Em Albany? Não. Não houve drama ou qualquer coisa assim. Havia problemas com a licença de construção e do local. Nós temos uma produção grande e é muito pesado. A produção, tem que ser apoiada e temos que sentir seguros sobre isso e ele tem que ser dentro de suas restrições e que não deu certo. Eles tentaram resolver tudo. Tivemos esta questão algumas vezes em locais diferentes e tem sido resolvido e que não foram capazes de resolvê-lo lá.

CB: Então não há problemas esta semana e nós podemos esperar que vocês em Cincinnati?
RF : Sim. Não era como ninguém estava doente ou ter um colapso como esse.

CB : Ou a raiva?
RF : Não houve drama.

CB: Qual é o seu solo de guitarra favorita de todos os tempos?
RF : Wow! Meu solo de guitarra favorita de todos os tempos é, provavelmente, "Sympathy for the Devil".

CB : Vocês tiveram um monte de membros da banda nova ao longo dos anos. Como você vai deixa a sua marca ou trazer a sua personalidade à banda, mas manter a essência do Guns N'Roses viva?
RF : Eu acho que é mais sobre ser seletivo quando você tem de trazer alguém em que a sua vibração está indo caber e elogiar a banda e o que estamos tentando fazer.

CB : O que você procura fazer quando vocês trazem alguém novo pra banda?
RF : Isso realmente depende da posição. Quando trouxemos Bumblefoot, que estavamos tentando encontrar alguém que preenchesse o lugar de Buckethead. Essa é uma tarefa muito difícil porque não há muitas pessoas que fazem esse tipo de coisa. 

CB : Eu li em algumas entrevistas onde as pessoas estavam falando que o DJ Ashba entrou na banda e trouxe a ela uma vibração muito positiva com ele. Que é sempre bom ouvir isso.
RF : Sim. Ele é muito adequado. Ele é um cara muito grande e muito simples de se trabalhar. Tem sido um prazer.

CB : Eu sou realmente uma fotógrafa e eu estarei lá no show, na noite de sexta-feira. A banda de agora tem sido objeto de muita publicidade negativa na comunidade dos fotógrafos da música por causa da liberação de fotos que a banda detém os direitos autorais das imagens que os fotógrafos tem, que é basicamente, nossa arte. Eu não tenho certeza se estavam cientes disso.
RF : Não, eu não tenho ouvido nada sobre isso.

CB: Eu acho que houve protestos de muitas pessoas por não se aplicaram a fazer a cobertura da banda, que não é uma boa situação para vocês, porque significa basicamente,  menos imprensa.
RF : Há uma série de mistérios, tanto como algumas coisas como que quanto a essa banda.

CB : O que as pessoas de Cincinnati podem esperar do show?
RF : Elas podem esperar para estar lá por um longo tempo. Vai ser um longo show.

CB : Esperemos que não tehamos que esperar muito tempo para que o show comece.
RF : Na verdade, como o tempo é sábio, nós temos começado muito cedo. Fomos começando mais cedo, mas nós tocamos por um longo tempo. Jogamos entre três e três horas e meia. 

CB: Isso é incrível. Eu realmente respeito muitos fãs porque vocês dã valor a seu dinheiro.
RF : Estas são realmente aos intenções de Axl. Ele quer entregar aos fãs o valor do seu dinheiro e um monte de vezes que ele realmente paga por ele. 

CB: Sim, isso não é fácil de fazer noite após noite.
RF : Não só isso, mas ele, literalmente, paga para ele.

CB : Se vocês começam a tocar tarde demais, vocês tem que pagar o local, correto?
RF : Nós pagamos as taxas local ultrajantes. Em cima disso, nossos custos de produção são enormes. Esta é uma produção enorme. Ele é realmente a intenção de oferecer o melhor show possível.
 
Fonte: Axl Rose-Fã Clube

Confirmado Novo show do Guns N' Roses em Las Vegas!


O site Ticketmaster.com confirmou mais um show do Guns N' Roses para o final de Dezembro.

O show acontecerá no dia 30, no The Joint at Hard Rock Hotel Las Vegas, mesmo onde irão realizar um show de fim de ano (31).

Os ingressos estarão a venda a partir do dia 05 de Dezembro, e para que quiser comprar via internet, estará a venda do dia 02 ao dia 04 do mesmo mês.

Veja uma foto do local clicando AQUI!

Fonte : Axl rose - Fã Clube

Dj Ashba: "Uma coisa pela qual eu respeito muito o Axl Rose é que ele não muda por ninguém"


O guitarrista do Guns N' Roses Daren Jay Ashba, recentemente concedeu uma entrevista a rádio WEBN. Confira alguns trechos da entrevista abaixo:

Sobre o "Chinese Democracy" e a turnê:

"Este álbum é tão artístico e tem tantas músicas bonitas, a banda cresceu com este disco. 'This I Love' é uma das musicas mais bonitas do álbum, tem pessoas que até gostam de 'Shackler’s Revenge' que é uma música mais agressiva, então tem alguma coisa para todos os gostos em 'Chinese Democracy', eu acho que as pessoas precisam abrir suas mentes e não querer, ir pro show esperando ver o antigo Guns N’ Roses no palco, porque você vai sair desapontado. As pessoas têm que abrir a mente e ir e ouvir o atual Guns N' Roses, pois estas pessoas, vão ver um show inesquecível, um ótimo momento e uma maravilhosa noite.”

Sobre o Slash:

"Eu não tenho que estar no Guns N' Roses, eu quero estar no Guns N' Roses. Eu não vim para substituir o Slash, isso nunca esteve em minha mente. Eu vim com um ponto de vista produtivo. Eu honestamente acredito, que posso-me sentar com a banda e realmente, ajudar a compor um novo material."

”Quando eu estou-me apresentando, eu estou fazendo o que posso, eu nunca vou-me esquecer como é ser o fã na multidão, estar lá assistindo alguém tocando no meu lugar, eu iria querer ouvir os solos clássicos, tentando manter também a visão do passado. Agora que eu estou na banda, daqui por diante, quero dizer, com a visão aberta, o futuro é sobre o que eu realmente estou ansioso.”

Sobre o próximo disco:

”Novo material tem sido o nosso foco principal, ainda não temos ideia de como vai ser o próximo álbum do Guns N’ Roses e como eu disse, vai ser feito no tempo certo, porque eu não quero lançar um álbum ruim, esse vai ser um grande álbum para mim, porque eu quero tenho certeza disso, Axl Rose também quer ter certeza disso. Ele tem muitas musicas incríveis, muita coisa boa que eu mal posso esperar para sentar no estúdio com ele para gravar. Todos na banda são um time, vamos trabalhar nisso e descobrir qual vai ser o nosso próximo passo para a gravação do novo disco.”

Sobre os shows:

“As coisas nos shows são tão imprevisíveis, você não sabe o que vai acontecer, é o fato que faz ser tão divertido. Uma coisa pela qual eu respeito muito o Axl Rose, é que ele não muda por ninguém, Rose tem muita paixão pelo que faz e se algo dar errado, ele sabe que as pessoas pagam muito dinheiro ver aquele show, ele definitivamente faz valer o preço do ingresso. Eu respeito isso, Rose não liga para as regras e é isso, que faz o show ser tão excitante.”

Sobre o Guns N' Roses: 

“O Guns N' Roses sempre foi uma banda meio que perigosa e imprudente para mim, por isso que eu entrei nela. Para subir no palco com eles, você tem que ser bom no que faz, mas também ser uma pessoa divertida, ficar bêbado com a banda e zoar bastante. Mas agora o nosso objetivo, é ter um ótimo material para o próximo álbum do Guns N’ Roses. Também é o meu maior objetivo agora.”
 
Fonte : Axl Rose - Fã Clube 

W. Axl Rose: "vocês são todos desprezíveis" – final

Imagem
Por Mick Wall, traduzido por Nacho BelgrandeE finalmente, respondendo a porque ele tinha decidido chamar o álbum de ‘Chinese Democracy’, ele confessou: “Bem, há muitos movimentos por democracia na China, e é algo muito discutido, e é algo que será bom de se ver. Pode ser também apenas uma ironia, eu não sei, eu apenas curto o nome.”
Quando a (revista) Rolling Stone teve acesso ao estúdio para conduzir uma entrevista cara a cara com ele apenas algumas semanas depois, eles acharam um Axl que “parecia um pouco mais velho e mais encorpado do que o esbelto deus do rock dos dias de ‘Sweet Child O’ Mine’ vestido em roupas da Abercrombie & Fitch” com seu cabelo ruivo intacto e cortado à la Príncipe Valente.
Eles também descobriram um Axl menos galudo do que seus amigos mais chegados e empregados estavam acostumados a ver. Ao falar da nova banda que ele havia montado, ele admitiu que originalmente “isso não era o Guns N’ Roses, mas agora é.”
Quando, entretanto, ele foi perguntado se tinha considerado continuar com uma carreira solo, ele rebateu: “Eu pensei em largar tudo, mas não me pareceu certo. Eu não sou do tipo que escolhe acabar com algo e fugir.”
Ao ouvir algumas das novas músicas – que a revista descreveu como ‘Physical Graffiti’ do Led Zeppelin remixado por Beck e Trent Reznor – incluindo a primeira execução de ‘Catcher in the Rye’, ‘IRS’, ‘The Blues’, ‘TWAT’ (abreviação de ‘There Was a Time’) e a faixa mais ‘grunge’ do disco, e a que mais chamava a atenção, ainda que estivesse apenas em sua forma instrumental, algo chamado ‘Oklahoma’, a qual Axl disse ser inspirada em suas audiências no fórum com Erin. “Eu estava sentado em meu litígio com minha ex-esposa, e foi um dia depois do atentado terrorista em Oklahoma”, lembra Axl. “É muito irônico que estejamos sentados aqui e essa pessoa está cuspindo tudo quanto é coisa e 168 pessoas acabaram de ser assassinadas. E essa pessoa com a qual estou sentado aqui não se importa. Me fuder é a meta deles.”
Ele também falou publicamente pela primeira vez sobre seu desejo de que o filho de Stephanie Seymour, Dylan, ouvisse o novo disco um dia. “Eu espero que ele o ouça quando crescer, se ele eventualmente quiser conhecer a história, ouvir a verdade,” ele sussurrou.
Quanto à sua reputação de recluso, ele se esquivou da pergunta. Ele simplesmente “não achava que fosse interessante pra ele ficar rodando por aí.” Ele estava “construindo algo lentamente”, ele disse, em casa e no estúdio. “Se você está trabalhando com questões que te deprimiram pra cacete, como você expressa isso? Na época, você fica meio tipo, ‘a vida é uma merda’. Daí depois você se controla e você expressa ‘A Vida è Uma Merda’, mas de um modo bonito.”
O quão lindo – ou não – isso era ainda demoraria anos até que o resto do mundo fosse permitido a descobrir, contudo.

W. Axl Rose: "vocês são todos desprezíveis" – Parte VII

Em um desenrolar ainda mais estranho, o que ninguém sabia ainda era que Axl tinha passado uma parte significante dos meses anteriores regravando todas as músicas de ‘Appetite’ com sua nova banda, com a bizarra intenção de substituir todas as futuras cópias do disco com a nova versão, e assim privando a banda original de quaisquer royalties que eles teriam direito, e metaforicamente, tirando seus nomes da história da banda. Felizmente, a Interscope bateu o pé e simplesmente recusou-se a compactuar com isso, temendo que tal delírio destruísse o último pedaço restante de credibilidade de um disco que ainda vendia 10 mil cópias por semana nos EUA. Como um sinal de comprometimento, entretanto, eles permitiram que a ‘nova’ versão de ‘Sweet Child O’ Mine’ fosse usada nos créditos finais do filme de 1999 de Adam Sandler, ‘O Paizão’.
A essa altura, contudo, toda a promessa de atividade no ano anterior, com Beavan se infiltrando mais dentro do caos criativo fora seguida por outra prolongada ausência do estúdio. A rotina de trabalho de Axl agora se tornara tão irregular que ele raramente dava as caras no estúdio, apesar de manter todos os músicos e engenheiros sob salário mensal, que se dizia ser em torno de 250 mil dólares ao todo (incluindo mais de 55 mil em horas de estúdio, uma folha de pagamento para os sete membros da banda de aproximadamente 65 mil dólares, mais técnicos de guitarra a seis mil por mês, um engenheiro fonográfico a 14 mil por mês e um ‘engenheiro de software’ a 14 mil dólares mensais).. Foi nesse ponto que o engenheiro Billy Howerdel, e o então baterista Josh Freese – que deixaria a banda logo depois – acharam tempo para fundarem sua própria banda, A Perfect Circle, gravando o disco Mer de Noms, que acabou vendendo 1.7 milhões de cópias nos EUA. O guitarrista Robin Finck também logo sairia da banda, supostamente para voltar ao Nine Inch Nails, mas na verdade pelas mesmas razões pelas quais Slash e Izzy tinham jogado a toalha antes. Ele simplesmente tinha se cansado de esperar por Axl.
Beavan logo desistiria também. De repente, depois de aproximadamente cinco anos de tentativas, Axl e seu ‘novo’ Guns N’ Roses tinham voltado à estaca zero. A Interscope estava compreensivelmente furiosa. De modo a tentar reconquistar alguma credibilidade com a empresa, Goldstein sugeriu um disco ao vivo da banda original. Ansiosa para recuperar algum dinheiro de seu já enorme investimento, a Interscope concordou. Doug disse a eles que Axl agora estava disposto a deixar que uma parte do novo material no qual ele tinha estado trabalhando viesse a público, permitindo que uma das faixas, uma letra fictícia com o portentoso título de ‘Oh My God’, fosse usada como parte do teaser do novo filme de Arnold Schwarzenegger, ‘End of Days’.
Tendo petulantemente apagado as partes de Finck da faixa e substituindo-as com gravações de Dave Navarro e Gary Sunshine, para acompanhar o lançamento da faixa no dia 22 de setembro, Axl emitiu sua primeira declaração oficial para a imprensa em mais de cinco anos: uma carta que se mostrava tanto amarga (referindo-se a Matt Sorum como ‘um ex-empregado’) e surpreendentemente sarcástica (terminando com a frase: ‘Poder para o povo, paz pra todos e culpem o Canadá’). A maioria dela era marcada pelo tipo de falácia psicótica que se pode esperar de alguém que tinha estado em terapia por quase uma década. Descrevendo ‘Oh My God’ como “uma música que lidava ‘com a repressão social de emoções profundas e frequentemente agonizantes – algumas das quais podem ser aceitas de boa vontade por uma razão ou outra – a expressão apropriada desta «sendo que uma delas promove um efeito positivo libertador e de cura» é por muitas vezes desencorajada e muitas vezes negada” tal epístola acabou deixando os fãs mais sem entender nada do que eles já estavam. Antes de fechar: “A expressão e veículo apropriados para tais emoções e conceitos não é algo a se ignorar.” Bem, com certeza.
Estreando durante o MTV VMA de 1999, Axl tinha feito um baita carnaval em relação ao preciosismo da música e um grupo de técnicos de estúdio foi forçado a trabalhar noite adentro para ajustar a mixagem final. Todos seus esforços foram em vão, todavia, enquanto os críticos se fartaram, fazendo piada com a pretensão de toda a coisa, comparando a faixa, desfavoravelmente, a clássicos da era de ouro como ‘Paradise City’ e ‘Welcome to the Jungle’.
O disco ao vivo, um CD duplo intitulado ‘Live Era ’87 – ‘93’ chegou depois, em novembro, e apesar de ser um documento fiel dos clássicos shows da banda, não foi recebido de maneira muito melhor pela crítica. Mesmo com uma compilação mediana do Guns N’ Roses como ‘The Spaghetti Incident?’ conseguindo vender milhões, ‘Live Era’ entrou nas paradas dos EUA na posição #45 e não fez muito barulho das semanas seguintes. Quatro meses depois de seu lançamento, o disco ainda não tinha vendido cópias suficientes – mais de 500 mil – nos EUA até para chegar ao disco de ouro. Ao mesmo tempo, a trilha sonora de ‘End of Days’ que incluía ‘Oh My God’ mal entrou no Top 40 dos EUA tampouco. Enquanto a faixa em si não foi ouvida na maioria das estações especializadas em rock dos EUA.
Axl consolou-se pelo fato de que ele tinha tido quase nada a ver com a produção do disco, deixando boa parte do trabalho para Slash. O guitarrista, que tinha trabalhado arduamente nele, também filosofou. Ele me disse: “Eu achei que seria lançado de qualquer maneira, então que ficasse do melhor patamar possível.” Quanto o disco vendeu “não era mais problema meu.” Ele e Axl nem chegaram a conversar sobre o álbum diretamente, ele disse, comunicando-se somente através de seus respectivos empresários, Goldstein e Tom Maher. “De repente tem um monte de faxes e ligações, todo mundo se evitando.”
Como era cada vez mais de costume com Axl, ele simplesmente recebia os CDs pelo correio. Com a ajuda do ex-produtor do Faith No More, Andy Wallace, Slash remixou as fitas ao vivo “da maneira que eu achava que deveriam ser. Eu trabalhei lado a lado com Andy, daí Duff veio, e no fim só arrumamos algumas partes onde a bateria sumia, e tivemos que sangrar os microfones.” E o que Axl achou da nova mixagem? “Eu não sei. Eu não perguntei e ninguém me disse nada.”
Quando Matt Sorum viu uma prova do encarte do disco, seu coração afundou: ele foi listado como um mero ‘músico adicional’. “Aquilo doeu,” ele diz. “Foi o maior golpe que ele jamais me deu. Mas Axl disse que ele não lançaria o disco se mudassem aquilo. Pra você ver como ele ficou pirracento. Eu não digo isso com maldade. Eu tenho dó dele.”
A fixação de Axl em reescrever a história estava começando a rivalizar com a de Stalin. A sua postura não se suavizava. Ou você estava com ele ou contra ele. Tal como Robin Finck e Josh Freese descobriram quando saíram da banda. No lugar deles, Axl agora tinha contratado dois novos músicos: o guitarrista Buckethead – um virtuoso que vestia uma máscara parecida com um manequim de loja e um balde do KFC de cabeça pra baixo em sua cabeça, e só conversava através de um fantoche de mão – e o baterista Brian ‘Brain’ Mantia, um californiano de 35 anos nascido na cidade balneário de Cupertino, e que era conhecido por seus trabalhos anteriores com Tom Waits, Praxis, Godflesh e mais recentemente, o Primus, e que tinha sido trazido a bordo através de uma sugestão de Buckethead, em cujos discos solo ele também havia tocado.
Buckethead (nome de batismo: Brian Caroll) era um enigma de 31 anos que tinha crescido num subúrbio do sul da Califórnia bem perto de sua amada Disneylândia. Um garoto tímido, nerd, obcecado por histórias em quadrinhos, vídeo-games, filmes de Kung Fu e de terror que também estudou teoria musical na faculdade, a marca registrada de Carroll era uma predileção por incorporar influências clássicas em seu estilo ‘esmerilhador’ de guitarra. Desconfortável no palco, ele desenvolveu o personagem Buckethead, depois de comer um balde de KFC em uma noite. “Eu coloquei a máscara e coloquei o balde na minha cabeça. Eu fui pro espelho. Eu simplesmente disse, ‘Buckethead’. Esse aí é o Buckethead’.” E daí ele desenvolveu seu fetiche absurdamente detalhado por galinhas – afirmando em entrevistas que ele tinha sido criado por galinhas, e que sua ambição a longo prazo era alertar o mundo do corrente holocausto de galináceos em lanchonetes ao redor do mundo.
Antes de aceitar ser o ultimo substituto de Axl para Slash, Buckethead tinha gravado como artista solo por quase uma década, indo do ‘post-metal psycho – esmerilho’ de seu disco de 1999, ‘Monsters and Robots’ até a ambiência suave de seu lançamento seguinte, ‘Electric Tears’. Ele também gravou sob o pseudônimo Death Cube X. A única razão pela qual ele entrou para o Guns N’ Roses, disse ele, foi que Axl o convidou a sua casa para lhe dar uma edição rara para colecionadores do personagem Leatherface, o que ele tomou como um bom sinal, decidindo que Axl ‘deve me entender de algum modo. ’
Em novembro de 1999, Axl deu sua primeira entrevista formal em seis anos para Kurt Loder, da MTV, com quem ele tinha concordado em falar, rapidamente, por telefone. Em uma sessão claramente revisionista de seu pensamento, Axl começou explicando que ele originalmente tinha visado fazer um disco que ‘remetesse ao lance de Appetite ou algo parecido, porque teria sido muito mais fácil de fazê-lo’. Ele então culpou Slash por seu fracasso em tal empreitada. ‘Estávamos tentando fazer as coisas funcionarem com Slash por muito, muito tempo… cerca de três anos e meio.’ Ele também insistiu que o disco Live Era não era um tapa-buracos, mas ‘algo que nós queríamos dar ao público como um modo de dizer adeus.’
Axl e Loder em 2002
Axl e Loder em 2002
Quando perguntado por que ele tinha estado regravando as músicas de Appetite, ele respondeu que ‘haviam muitas técnicas de gravação e estilos e viradas de baterias e coisas do tipo que era muito características dos anos 80 que poderiam sutilmente ser melhoradas. ’Quando perguntado sobre as razões por detrás das saídas de Slash e Duff, ele insistiu, “que foi escolha deles sair Todo mundo que saiu o fez por escolha própria. Matt foi despedido, mas Matt chegou tentando ser despedido e disse isso a muitas pessoas naquela noite. Então é como se todos tivessem saído por vontade própria.” Ele sugeriu que se alguém ficou decepcionado, foi ele. “Eles não queriam me ajudar a fazer um disco. Todo mundo meio que queria fazer o que eles faziam individualmente ao invés do que era do interesse comum do grupo.” Ele disse que a “grande diferença entre eu e Slash e Duff” era que “eu não odiava tudo que saía de novo. Eu realmente curtia o movimento de Seattle. Eu gostava de White Zombie. Eu gosto de Nine Inch Nails e eu gosto de Hip Hop…”
Ele disse que àquela época havia por volta de 70 novas músicas em vários estágios de produção, e que ele já tinha gravado “pelo menos dois álbuns” de material. Algumas delas eram “avançadas demais” para que os fãs gostassem. “É tipo, ‘Hmm, eu tipo que manter a expectativa um pouco mais. Vamos dar tempo ao tempo. ’”
E concluindo, Axl disse que ele comparava o que ele estava tentando fazer com sua nova banda como algo parecido com “escutar Queen. Eles tinham todo tipo de músicas de diferentes estilos em seus discos, e isso é algo que eu curto. Porque eu ouço muitas coisas, e eu não gosto de ser estereotipado a esse ponto, e isso é algo que o Guns N’ Roses parece compartilhar com o Queen um pouco. Com Appetite, apesar de parecer ter sempre o mesmo som, se você puxar, você consegue pesar umas partes pequenas de influências diferentes.”
Quando perguntado por que ele era tão raramente visto em público, ele respondeu gaguejando, “Sabe como é… eu sou reservado e é isso… Eu só, entenda, eu só trabalho nesse disco e é só isso. Eu não sou entendido em computadores ou uma pessoa do tipo técnico, ainda que eu esteja envolvido com isso todo dia, então demora pra eu conseguir.”
Ouça a entrevista de Axl concedida a Kurt Loder – em inglês –